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terça-feira, 28 de julho de 2009

Primeiros Socorros | Picadas de Insectos


Com o calor surgem mais insectos... Há quem tenha graves reacções cutâneas, mas em geral estas picadas provocam apenas uma dor temporária ou prurido durante uns dias.
Alguns insectos, como as abelhas e as vespas, injectam ao picarem um veneno que contém substâncias que provocam dores locais, vermelhidão e tumefacção durante cerca de 48 horas. Normalmente, só um grande número de picadas (o que, em princípio, só ocorre se a pessoa for atacada por um enxame) deve ser encarado como perigososo. No entanto, cerca de 1 pessoa em cada 200 é alérgica ao veneno dos insectos, e portanto mais sensível a estas picadas.

Sintomas

Todas as picadas ou mordeduras de insectos provocam uma reacção cutânea que constitui essencialmente uma resposta alérgica às substâncias presentes na saliva ou nas fezes do insecto, as quais são muitas vezes depositadas no ou perto do local da picada e introduzidas depois no organismo da vítima quando esta coça a zona da picada. As reacções variam muito, podendo assumir a forma de bolhas vermelhas, de inchaços dolorosos (que podem libertar líquido ou pus) ou de exantemas que causam muita comichão. As pessoas reagem de maneiras diferentes ao mesmo insecto, pelo que, em algumas pessoas, a reacção pode ser extremamente intensa.
No caso de picadas de abelhas ou vespas, e em casos extremos, os sintomas podem incluir, para além dos exantemas pruriginosos (urticária), tonturas, edema do rosto e da garganta, respiração ruidosa, vómitos, dificuldades respiratórias e colapso.

Prevenção

A prevenção das picadas de insectos é particularmente importante para os campistas, para as pessoas que vivam em áreas infestadas por mosquitos e para os habitantes e visitantes dos países tropicais.
As picadas fora de casa podem ser reduzidas por meio do uso de vestuário que proteja adequadamente o corpo e da utilização de repelentes de insectos.
Dentro de casa, devem ser colocadas redes nas janelas e portas; e podem utilizar-se nos quartos, algumas horas antes de a pessoa se deitar, aerossóis que contenham insecticidas ou outrso difusores eléctricos.

Tratamento

  • A zona da picada ou mordedura deve ser bem lavada com água e sabão e deve ser-lhe aplicada uma pomada anti-histamínica, ex: fenistil, benaderma etc.
  • Se existir, retirar o ferrão com uma pinça desinfectada e depois desinfectar a picada com betadine. Se necessário aplicar um penso.
  • Deve evitar-se coçar a área.
  • Em caso de inchaço, deve-se colocar gelo.
Se ocorrer uma reacção intensa, deve consultar-se um médico.

Primeiros Socorros | Sangramento Nasal


O termo médico que define o sangramento nasal chama-se Epitaxe e é uma desordem comum nas crianças.
Na maioria dos casos não são preocupantes. Devem-se, geralmente, a uma irritação na área de Kiesselbach (uma parte do septo nasal muito vascularizada e sujeita facilmente a pequenos traumas, bastando por vezes meter o dedo no nariz ou assoar-se com mais força para desencadear a hemorragia). No entanto, pode ter outras origens, como um desvio do referido septo nasal, problemas inflamatórios como constipações, alergias (rinite), ou outras doenças, pelo que se os episódios se tornarem demasiado frequentes convém consultar um médico, de modo a proceder a um diagnóstico mais preciso.

Causas externas
Podem também surgir hemorragias nasais devido a um ambiente interior demasiado climatizado com ar quente e seco, pelo que há que ter cuidado e não abusar do ar condicionado ou dos ventiladores. Este ambiente propicia o aparecimento de fissuras na delicada mucosa nasal que pode começar a sangrar. Também o fumo do tabaco se pode tornar irritante e desencadear uma hemorragia nasal.
De referir, ainda que muitas vezes as crianças a brincar podem magoar-se, bastando uma pancada mais forte na face ou no nariz para que de imediato o nariz comece a sangrar.

O que fazer?

  • A primeira medida é sentar a pessoa de modo a cabeça ficar direita ou ligeiramente inclinada para trás.
  • Limpar o nariz e o rosto com uma toalha húmida;
  • depois, com os dedos indicador e polegar, exercer alguma pressão sobre o nariz (junto aos olhos) durante uns cinco minutos.
  • Se não for suficiente, pedir à pessoa que se assoe com suavidade, só para expulsar os restos de sangue que possam estar pelo caminho e tapar a narina (ou as duas, se for caso disso) com uma compressa enrolada, continuando a exercer pressão no nariz mais alguns minutos.
  • As compressas frias (ou gelo picado) também podem revelar-se úteis para diminuir o fluxo sanguíneo. Pode também aplicar-se um saco de gelo na base da nuca, diminuindo assim a irrigação dos vasos sanguíneos e diminuindo ou cessando a hemorragia nasal.
Nas crianças, raramente a hemorragia é muito abundante, mas se estes procedimentos não forem suficientes e as narinas continuarem a sangrar após 10 ou 15 minutos de tentativas de estancamento, será necessário levar a criança a um posto de saúde, para inspeccionar o nariz e controlar o vaso afectado através de outras medidas.

Primeiros Socorros | Bolhas nos Pés


Após uma caminhada mais longa ou devido a uma fricção na costura da meia ou da bota, podem aparecer bolhas nos pés.
É um problema comum e incomodativo, e deve ser resolvido da seguinte forma:

  • limpar a pele com água e sabão para que quando furarmos a bolha, não entrem impurezas ou sujidade;
  • desinfectar uma agulha com álcool ou com a chama de um fósforo ou isqueiro e colocar um bocado de linha limpa;
  • furar a bolha junto à pele e atravessá-la na sua maior dimensão com a agulha;
  • ao retirar a agulha, corta-se a linha, que fica com as duas pontas fora da bolha;
  • este método faz com que a linha sirva de drenante do líquido da bolha, fazendo-a secar sem que se retire a pele;
  • se o local da bolha for sensível, colocar uma compressa presa com adesivo, para almofadar o local;
  • quando a pele estiver seca (pode demorar 1 dia ou mais) retirar a linha.

Primeiros Socorros | Fuga de Gás


Primeiros socorros em casos de fuga de gás

  • a primeira preocupação deve ser interromper o fornecimento de gás. Deverá fechar a torneira de segurança junto do contador ou da botija do gás;
  • Abrir portas e janelas;
  • Apagar cigarros ou qualquer outra chama;
  • Caso alguma pessoa perca os sentidos, levá-la para o ar livre e colocá-la na Posição Lateral de Segurança;
  • Deslocar a vítima ao Serviço de Urgência mais próximo.

Cuidados Adicionais:

  • Não tentar localizar a fuga com uma chama de fósforos ou isqueiro;
  • Não entrar numa divisão onde cheire muito a gás, uma vez que a acumulação de gás pode levar à perda dos sentidos.

Fonte: Portal da Saúde

Primeiros Socorros | Electrização



Ao falarmos em riscos eléctricos para as pessoas, temos de ter muito presentes dois conceitos fundamentais: electrocussão - um choque eléctrico que origina um acidente mortal – e electrização - um choque eléctrico que não causa um acidente mortal, mas que pode originar outro tipo de acidentes, com consequências que podem ser mais ou menos graves.

Primeiros socorros em casos de electrização
  • Retirar a ficha da tomada, para cortar a energia.
  • Se não for possível alcançar a tomada, desligar o quadro geral;
  • Não utilizar o interruptor dos electrodomésticos, uma vez que a causa do acidente pode ter sido uma avaria no próprio interruptor;
  • Em casos em que não é possível interromper o abastecimento de electricidade, colocar debaixo dos pés material isolante (por exemplo, uma camada de jornais) e afastar da fonte de energia os membros da vítima com um cabo de vassoura ou uma cadeira de madeira(nunca empregar objectos húmidos ou metálicos);
  • Caso não seja possível cumprir o ponto anterior, passar uma corda ou um pano seco à volta dos pés da vítima, ou por baixo dos seus braços, e puxá-la;
  • Não tocar na vítima com as mãos, já que também será afectado pela corrente eléctrica, caso esta ainda esteja ligada;
  • Se a vítima estiver inconsciente, colocá-la na Posição Lateral de Segurança;
  • Sempre que a vítima perder a consciência, sofrer queimaduras ou se sentir mal, deslocá-la ao Serviço de Urgência mais próximo (deverá informar os serviços de emergência sobre a duração em que a vítima esteve exposta à acção da corrente eléctrica).
Fonte: Portal da Saúde

Primeiros Socorros | Queimaduras



As queimaduras de primeiro e segundo grau são as de menor perigo para a nossa saúde. Enquanto as primeiras atingem apenas a epiderme, as segundas afectam igualmente a derme.
Este tipo de queimaduras pode ser tratado por um socorrista, embora não se deva excluir a ida ao médico, em certos casos.
As queimaduras de primeiro e segundo graus podem também ser distinguidas do seguinte modo:
Primeiro grau: caracterizam-se por pele vermelha com inchaço e dor discretas.
Segundo grau: provocam bolhas sobre uma pele vermelha, manchada ou de coloração variável, inchaço, libertação de líquidos e dor.

Primeiros socorros nas queimaduras de primeiro e de segundo grau (de pequena dimensão)
Neste tipo de feridas, é fundamental uma intervenção rápida e eficaz.

Passo a passo, eis os procedimentos indicados:

  • Arrefecer a zona queimada com água. Este processo pode ser feito por uma das seguintes três formas:
    - colocar a zona magoada sob água corrente fria (o jacto d'água não pode ser forte demais para não arrebentar as bolhas nem causar dor);
    - imergir a zona queimada num recipiente cheio de água fria (não se deve usar gelo);
    - quando não é possível uma das duas primeiras hipóteses, aplicar compressas frias e húmidas, utilizando para tal efeito toalhas, guardanapos ou roupas limpas.
    Manter o processo ao longo de 5 minutos, até a dor desaparecer.
  • Secar com muito cuidado o local queimado, através de pancadinhas e com um pano limpo ou uma compressa;
  • Também com uma compressa, ou com um pano limpo seco, fazer um curativo frouxo;
  • Pode também aplicar-se uma pomada própria para queimaduras (ex: fenistil ou queimax)

Nas situações em que as queimaduras têm bolhas, o acidentado deverá deslocar-se ao Serviço de
Urgências mais próximo.

Fonte: Portal da Saúde

Primeiros Socorros | cortes e escoriações


Em situações de pequenos cortes e/ou um arranhões, as infecções podem e devem ser evitadas. Para tal, deve-se lavar e tratar com um anti-séptico as zonas feridas.
Quando os ferimentos são mais profundos, a lavagem e escovagem do ferimento é particularmente crucial, devido à possível presença de areias ou corpos na ferida.
Daí que se lavar a ferida com água, sabão suave e uma compressa extra absorvente, na maioria dos casos qualquer objecto superficial ou mal entranhado na pele saia. Porém, se os objectos permanecerem alojados, especialmente se se tratar do rosto, deverá procurar os serviços de um profissional de saúde.
Se ficarem retidos noutros sítios do corpo, poderá limpá-los escovando a zona com sabão suave. Caso não proceda a essa limpeza, a pele poderá ficar contaminada com corpos estranhos, o que irá favorecer a infecção. Depois de desinfectar com betadine, cubra todos os arranhões e cortes com compressas esterilizadas e fixe com adesivo ou ligadura. Isso não só aliviará a dor como também impedirá a infecção. Mantenha o penso no local do ferimento, desinfectando-o e mudando-o uma vez por dia ou quando ficar sujo ou molhado. Normalmente não é necessária a aplicação de cremes e/ou pomadas.

Resumidamente, estes são os passos a tomar para situações de tratamento de pequenos cortes e arranhões:
  • Lave bem as mãos com água e sabão.
  • De seguida, lave o corte ou arranhão com água e sabão, de modo a limpar a sujidade. Se for necessário, seja vigoroso (em determinadas ocasiões, para limpar uma ferida, é preciso estimular um pequeno sangramento. Faça-o através de uma delicada compressão).
  • Caso existam pequenas partículas e/ou farpas próximas da superfície da pele, pode extrai-las com pinças esterilizadas. Se alguma farpa for de dificil extracção, pode retirá-la com o auxílio de uma agulha esterilizada.
  • Nunca tente extrair objectos grandes ou muito profundos.
  • Lave o ferimento com água corrente ou água potável e seque o local com uma compressa ou uma toalha, através de suaves pancadas, uma vez que a fricção pode reiniciar o sangramento.
  • De seguida, trate o ferimento com um anti-séptico, de modo a prevenir o aparecimento de infecções.
  • Em situações em que as bordas de um corte permanecem abertas, pode mantê-las juntas com um adesivo. Nessas ocorrências deverá, no entanto, deslocar-se ao Serviço de Urgência mais próximo, de forma a que o corte seja suturado.

Os sinais de infecção podem surgir apenas horas ou dias depois do tratamento do ferimento. Monitorize se existem indícios de uma infecção (dor, latejamento, pus, vermelhidão, edema em volta do ferimento, linhas vermelhas partindo do ferimento, gânglios linfáticos inchados e/ou febre).
Se surgir um ou mais desses indícios, desloque-se ao Serviço de Urgência mais próximo.

Fonte: Portal da Saúde